sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Linha ténue



Gosto muito desta série, não é daquelas séries de muita acção nem mistérios mas é engraçada porque acaba por abordar temas interessantes.
Em temos também já fiz terapia, e na altura, foi muito importante para ajudar a ultrapassar alguns problemas pessoais. Para muitas pessoas a terapia ainda é vista como uma coisa má, em que só os "malucos" precisam... Nada mais errado.
Mas não era sobre isso que pretendia falar e sim sobre sentimentos e relacionamentos que passam o limite do profissional.
A convivência, as situações podem levar as pessoas a distorcer sentimentos. Se bem que muitas vezes não são sentimentos distorcidos e sim fruto das circunstâncias.
Um psicólogo, por exemplo, pode sentir-se atraído pelos seus pacientes (tal como acontece nesta série) e também os pacientes pelos seus psicólogos. Mas até que ponto isso fica apenas nas imaginações de cada um? Como saber onde está o limite? Difícil...
Pessoalmente já passei por uma situação similar mas no meu caso era uma coisa mais "física", tipo uma química que se sentia por todo o corpo. Nunca aconteceu nada... Mas todas as vezes que estávamos na mesma sala os dois, sozinhos, era uma tensão sexual enorme... Essa situação prolongou-se por um ano, um ano e meio (+ou-). Nunca falamos sobre o assunto até, um dia mais tarde, quando já não tínhamos contacto directo um com o outro, apenas virtualmente.
Foi nessa altura que tive a certeza de que todas as sensações que "via" e que "sentia" não eram fruto da minha imaginação e sim reais... Também fiquei a saber que nunca deixei transparecer qualquer informação sobre os meus "pensamentos" e "sentimentos", o que me deixou muito satisfeita porque com a minha profissão seria complicado deixar transparecer tais "sentimentos" aos clientes.
Nem depois destas confissões mutuas aconteceu alguma coisa, continuamos a alimentar tais fantasias no nosso imaginário. [ mas nem quero imaginar se depois de saber de tudo, o que aconteceria se voltássemos a estar na mesma sala sozinhos...].

A linha que separa o real do imaginário por vezes sé muito ténue e dificil de controlar.

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